A Legitimidade das Cincias da Educao: A Investigao Cientfica e o Pensamento Humanitrio nas Mudanas Educativas e Sociais
| AUTHOR | Mars, Neil |
| PUBLISHER | Draft2digital (06/10/2017) |
| PRODUCT TYPE | Paperback (Paperback) |
"N o podemos compreender-nos fora da Hist ria. N o podemos conceber o historiador acima da hist ria, pois o historiador ele mesmo historizado" (Edgar Morin). Qualquer analise realizada ao significado da educa o, obriga-nos a uma analise pessoa em simult neo, nomeadamente, no que respeita aos nossos valores e objectivos, enquanto indiv duos e cidad os. E actualmente, muito mais que antes, a ideia de uma pluralidade dos encaminhamentos hist ricos tem que estar associada ao pluralismo das culturas. A humanidade tem que evoluir como um conjunto unido.
Este tipo de an lise torna o confronto de diferentes perspectivas sociais inevit vel, e na educa o que um acordo se torna poss vel.
Para Durkheim, "educa o a ac o exercida pelas gera es adultas sobre as que ainda n o est o maduras para a vida social, tendo, por objectivo, suscitar na crian a um determinado n mero de estados f sicos, intelectuais e morais que a sociedade pol tica, no seu conjunto, e o meio social, ao qual est particularmente destinada, reclamam." J a Liga Internacional da Educa o Nova considera a "educa o como um conjunto de metodologias que visa favorecer o desenvolvimento t o completo quanto poss vel das aptid es de cada pessoa, simultaneamente como indiv duo e como membro de uma sociedade regida pela solidariedade. Para este movimento, a educa o insepar vel da evolu o social, constituindo uma das for as que a determinam."
Por volta dos anos sessenta, parece poder estabelecer-se uma distin o do seguinte tipo: enquanto que a educa o se prende com o campo da ac o, a pedagogia encontra-se completamente voltada para o campo da reflex o. , no entanto, invi vel a sua completa separa o, uma vez que a ac o e o pensamento constituem duas faces de um mesmo processo. Esta ltima conclus o conduz a uma express o aglutinadora dos dois conceitos que come a a espalhar-se: Ci ncias da Educa o.
Nos ltimos dec nios, a no o de educa o alargou-se, estabelecendo rela es com as disciplinas cient ficas tradicionais. Tudo isto levar ao problema da autonomia das Ci ncias da Educa o. As ci ncias da Educa o t m sido nas ltimas d cadas alvo de muito investimento e investiga o mas tamb m de muitas cr ticas e contesta o.
Nunca iremos perceber o lugar das Ci ncias da Educa o enquanto insistirmos em compara es com outras reas do conhecimento que a constroem mas n o a definem, e na qual a mesma se baseia sendo ao mesmo tempo original e nica. Tudo respeita diferen a de perspectivas e ao car cter nico desta rea cient fica, que se mostra pertinente num mundo complexo e multifacetado, carente de uma linearidade condutora integrativa de v rias aprendizagens cientificas contradit rias. Tudo parte de uma concep o de humanidade segundo crit rios hist ricos irrevers veis para se chegar a uma sociedade que carece de crit rios expl citos e claros que se tornem um espelho do pr prio progresso.
Esta obra prop e uma reflex o sobre o significado das Ci ncias da Educa o nos tempos actuais.
"N o podemos compreender-nos fora da Hist ria. N o podemos conceber o historiador acima da hist ria, pois o historiador ele mesmo historizado" (Edgar Morin). Qualquer analise realizada ao significado da educa o, obriga-nos a uma analise pessoa em simult neo, nomeadamente, no que respeita aos nossos valores e objectivos, enquanto indiv duos e cidad os. E actualmente, muito mais que antes, a ideia de uma pluralidade dos encaminhamentos hist ricos tem que estar associada ao pluralismo das culturas. A humanidade tem que evoluir como um conjunto unido.
Este tipo de an lise torna o confronto de diferentes perspectivas sociais inevit vel, e na educa o que um acordo se torna poss vel.
Para Durkheim, "educa o a ac o exercida pelas gera es adultas sobre as que ainda n o est o maduras para a vida social, tendo, por objectivo, suscitar na crian a um determinado n mero de estados f sicos, intelectuais e morais que a sociedade pol tica, no seu conjunto, e o meio social, ao qual est particularmente destinada, reclamam." J a Liga Internacional da Educa o Nova considera a "educa o como um conjunto de metodologias que visa favorecer o desenvolvimento t o completo quanto poss vel das aptid es de cada pessoa, simultaneamente como indiv duo e como membro de uma sociedade regida pela solidariedade. Para este movimento, a educa o insepar vel da evolu o social, constituindo uma das for as que a determinam."
Por volta dos anos sessenta, parece poder estabelecer-se uma distin o do seguinte tipo: enquanto que a educa o se prende com o campo da ac o, a pedagogia encontra-se completamente voltada para o campo da reflex o. , no entanto, invi vel a sua completa separa o, uma vez que a ac o e o pensamento constituem duas faces de um mesmo processo. Esta ltima conclus o conduz a uma express o aglutinadora dos dois conceitos que come a a espalhar-se: Ci ncias da Educa o.
Nos ltimos dec nios, a no o de educa o alargou-se, estabelecendo rela es com as disciplinas cient ficas tradicionais. Tudo isto levar ao problema da autonomia das Ci ncias da Educa o. As ci ncias da Educa o t m sido nas ltimas d cadas alvo de muito investimento e investiga o mas tamb m de muitas cr ticas e contesta o.
Nunca iremos perceber o lugar das Ci ncias da Educa o enquanto insistirmos em compara es com outras reas do conhecimento que a constroem mas n o a definem, e na qual a mesma se baseia sendo ao mesmo tempo original e nica. Tudo respeita diferen a de perspectivas e ao car cter nico desta rea cient fica, que se mostra pertinente num mundo complexo e multifacetado, carente de uma linearidade condutora integrativa de v rias aprendizagens cientificas contradit rias. Tudo parte de uma concep o de humanidade segundo crit rios hist ricos irrevers veis para se chegar a uma sociedade que carece de crit rios expl citos e claros que se tornem um espelho do pr prio progresso.
Esta obra prop e uma reflex o sobre o significado das Ci ncias da Educa o nos tempos actuais.
