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Sentir Nunca É Demais

AUTHOR Pinto, Catarina de Aguiar
PUBLISHER Independently Published (08/15/2024)
PRODUCT TYPE Paperback (Paperback)

Description

"Poesia Declamada

É um prazer da vida.

Um palavrear convicto e bracejado,

que remete ao drama de parir ideias

em multidões sóbrias e comovidas.

Não, não é discurso político,

mas a maravilha, maravilhosa,

que é o declamar da poesia.

É bom. É mesmo, muito bom.

Só é pena que eu não goste.

Não a declamo nem impinjo,

declaro-me a ela.

Não a entoo.

Sopro-a ao de leve para atiçar o lume sem apagar a chama.

E não adianta grita-la.

Se as entranhas que encontra são tão secas e medrosas

quanto as folhas da videira que

estalam aos meus pés em pleno Outono.

Por isso, sussurro-a.

Como um segredo bem escondido ao alcance de todos

os que tem coragem de a ouvir e de a deixar entrar,

à procura do que melhor têm em si mesmos.

E levo-a nas palmas da mão,

para que não me caia nem me fuja,

que é tão delicada quanto as asas de uma borboleta

que pousa numa alma quieta.

E eu não quero que ela se parta.

Quanto mais,

que seja poeta. "

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Product Format
Product Details
ISBN-13: 9798336014860
Binding: Paperback or Softback (Trade Paperback (Us))
Content Language: Portuguese
More Product Details
Page Count: 82
Carton Quantity: 100
Product Dimensions: 6.00 x 0.17 x 9.00 inches
Weight: 0.27 pound(s)
Country of Origin: US
Subject Information
BISAC Categories
Non-Classifiable | Non-Classifiable
Descriptions, Reviews, Etc.
publisher marketing

"Poesia Declamada

É um prazer da vida.

Um palavrear convicto e bracejado,

que remete ao drama de parir ideias

em multidões sóbrias e comovidas.

Não, não é discurso político,

mas a maravilha, maravilhosa,

que é o declamar da poesia.

É bom. É mesmo, muito bom.

Só é pena que eu não goste.

Não a declamo nem impinjo,

declaro-me a ela.

Não a entoo.

Sopro-a ao de leve para atiçar o lume sem apagar a chama.

E não adianta grita-la.

Se as entranhas que encontra são tão secas e medrosas

quanto as folhas da videira que

estalam aos meus pés em pleno Outono.

Por isso, sussurro-a.

Como um segredo bem escondido ao alcance de todos

os que tem coragem de a ouvir e de a deixar entrar,

à procura do que melhor têm em si mesmos.

E levo-a nas palmas da mão,

para que não me caia nem me fuja,

que é tão delicada quanto as asas de uma borboleta

que pousa numa alma quieta.

E eu não quero que ela se parta.

Quanto mais,

que seja poeta. "

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