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Morte, finitude e razões para viver feliz
| AUTHOR | Pichler, Nadir Antonio |
| PUBLISHER | Independently Published (05/19/2022) |
| PRODUCT TYPE | Paperback (Paperback) |
Description
O propsito do livro Morte, finitude e razes para viver feliz apresentar e analisar questes filosficas acerca da morte e do processo de morrer, da condio existencial exclusivamente humana da finitude e da arte de viver bem, com tranquilidade e galhardia, que ser feliz, o objetivo supremo da pessoa humana, tese defendida pelas ticas teleolgicas antigas e medievais.
No mundo grego, os fundamentos do agir humano estavam ancorados no mundo da physis, da natureza. Essa viso de mundo estranha ao mundo atual, mergulhado nos parmetros da tecnocincia e voltados ao mundo das coisas, legitimada pelo Estado, pelo mercado, isto , pela razo reguladora do capitalismo globalizado e pela razo instrumental. A epocalidade histrica ou a ps-modernidade rege-se por estes princpios e estas instituies. Logo, praticamente no h espao para discusses como uma racionalidade ancorada no mundo da physis e sobre a condio existencial da morte.
A tese de fundo que perpassava as discusses dos intelectuais da poca grega, de origem socrtica, consistia no seguinte: aprender a morrer era aprender a viver. Quem se interessava a filosofar sobre a morte, questo restrita mais a rea da tica, era capaz de enfrent-la com mais serenidade, mesmo diante de sua iminncia, como o caso da morte de Scrates. Para quem quisesse alcanar uma vida feliz, a eudaimona, a vida bem-sucedida, era necessrio aprender a encarar a finitude, a contingncia e a morte por meio da razo, da filosofia. Cabe ao filsofo, o amante da sabedoria, no temer a morte, mas desej-la, porque a verdadeira filosofia consiste na preparao para a morte.
Ainda, para Sneca, s consegue aceitar a morte iminente quem conseguiu, no decorrer de sua existncia, estudar, refletir e dialogar sobre a morte e o processo de morrer. Essa postura e deliberao frente finitude algo prprio do sbio. Quem consegue se preparar voluntariamente perante as circunstncias da vida e da morte, o fim no amargo, porque "a preparao para a morte tem prioridade sobre a preparao para a vida" (SNECA, 2004, p. 218). Quem consegue aceitar a morte como condio existencial natural est aprendendo a viver. Essa a tese clssica engendrada desde Scrates, reafirmada por Ccero e seguida, inclusive na prtica, por Sneca.
Assim, as razes para viver, a busca da felicidade individual e coletiva das pessoas idosas foram e so construdas e legitimadas, de acordo com o caldo cultural, com a formao que receberam de suas instituies, principalmente pela famlia, escola, igreja, estado, mdia e mercado. Por isso, possvel deduzir e afirmar que a pessoa o que foi, sendo sua vida um resultado de escolhas conscientes e inconscientes, de acordo com o paradigma de cada poca. Logicamente, as mltiplas patologias, principalmente a degenerativas crnicas, por serem adquiridas, como a hipertenso, a depresso etc., podem ser enquadradas nessa tica.
Para isso, organizamos o livro em cinco captulos. No primeiro, aborda-se O sentido soteriolgico da morte em Aristteles; no segundo, sobre O destemor da morte em Epicuro; no terceiro, descreve-se O estoicismo, finitude e brevidade da vida; no quarto, a Morte e finitude na percepo de um grupo de idosos e, no ltimo, destaca-se as Razes da felicidade na percepo de idosos.
Boa leitura!
No mundo grego, os fundamentos do agir humano estavam ancorados no mundo da physis, da natureza. Essa viso de mundo estranha ao mundo atual, mergulhado nos parmetros da tecnocincia e voltados ao mundo das coisas, legitimada pelo Estado, pelo mercado, isto , pela razo reguladora do capitalismo globalizado e pela razo instrumental. A epocalidade histrica ou a ps-modernidade rege-se por estes princpios e estas instituies. Logo, praticamente no h espao para discusses como uma racionalidade ancorada no mundo da physis e sobre a condio existencial da morte.
A tese de fundo que perpassava as discusses dos intelectuais da poca grega, de origem socrtica, consistia no seguinte: aprender a morrer era aprender a viver. Quem se interessava a filosofar sobre a morte, questo restrita mais a rea da tica, era capaz de enfrent-la com mais serenidade, mesmo diante de sua iminncia, como o caso da morte de Scrates. Para quem quisesse alcanar uma vida feliz, a eudaimona, a vida bem-sucedida, era necessrio aprender a encarar a finitude, a contingncia e a morte por meio da razo, da filosofia. Cabe ao filsofo, o amante da sabedoria, no temer a morte, mas desej-la, porque a verdadeira filosofia consiste na preparao para a morte.
Ainda, para Sneca, s consegue aceitar a morte iminente quem conseguiu, no decorrer de sua existncia, estudar, refletir e dialogar sobre a morte e o processo de morrer. Essa postura e deliberao frente finitude algo prprio do sbio. Quem consegue se preparar voluntariamente perante as circunstncias da vida e da morte, o fim no amargo, porque "a preparao para a morte tem prioridade sobre a preparao para a vida" (SNECA, 2004, p. 218). Quem consegue aceitar a morte como condio existencial natural est aprendendo a viver. Essa a tese clssica engendrada desde Scrates, reafirmada por Ccero e seguida, inclusive na prtica, por Sneca.
Assim, as razes para viver, a busca da felicidade individual e coletiva das pessoas idosas foram e so construdas e legitimadas, de acordo com o caldo cultural, com a formao que receberam de suas instituies, principalmente pela famlia, escola, igreja, estado, mdia e mercado. Por isso, possvel deduzir e afirmar que a pessoa o que foi, sendo sua vida um resultado de escolhas conscientes e inconscientes, de acordo com o paradigma de cada poca. Logicamente, as mltiplas patologias, principalmente a degenerativas crnicas, por serem adquiridas, como a hipertenso, a depresso etc., podem ser enquadradas nessa tica.
Para isso, organizamos o livro em cinco captulos. No primeiro, aborda-se O sentido soteriolgico da morte em Aristteles; no segundo, sobre O destemor da morte em Epicuro; no terceiro, descreve-se O estoicismo, finitude e brevidade da vida; no quarto, a Morte e finitude na percepo de um grupo de idosos e, no ltimo, destaca-se as Razes da felicidade na percepo de idosos.
Boa leitura!
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Product Format
Product Details
ISBN-13:
9798830505499
Binding:
Paperback or Softback (Trade Paperback (Us))
Content Language:
Portuguese
More Product Details
Page Count:
138
Carton Quantity:
56
Product Dimensions:
6.00 x 0.30 x 9.00 inches
Weight:
0.43 pound(s)
Country of Origin:
US
Subject Information
BISAC Categories
Education | Philosophy, Theory & Social Aspects
Descriptions, Reviews, Etc.
publisher marketing
O propsito do livro Morte, finitude e razes para viver feliz apresentar e analisar questes filosficas acerca da morte e do processo de morrer, da condio existencial exclusivamente humana da finitude e da arte de viver bem, com tranquilidade e galhardia, que ser feliz, o objetivo supremo da pessoa humana, tese defendida pelas ticas teleolgicas antigas e medievais.
No mundo grego, os fundamentos do agir humano estavam ancorados no mundo da physis, da natureza. Essa viso de mundo estranha ao mundo atual, mergulhado nos parmetros da tecnocincia e voltados ao mundo das coisas, legitimada pelo Estado, pelo mercado, isto , pela razo reguladora do capitalismo globalizado e pela razo instrumental. A epocalidade histrica ou a ps-modernidade rege-se por estes princpios e estas instituies. Logo, praticamente no h espao para discusses como uma racionalidade ancorada no mundo da physis e sobre a condio existencial da morte.
A tese de fundo que perpassava as discusses dos intelectuais da poca grega, de origem socrtica, consistia no seguinte: aprender a morrer era aprender a viver. Quem se interessava a filosofar sobre a morte, questo restrita mais a rea da tica, era capaz de enfrent-la com mais serenidade, mesmo diante de sua iminncia, como o caso da morte de Scrates. Para quem quisesse alcanar uma vida feliz, a eudaimona, a vida bem-sucedida, era necessrio aprender a encarar a finitude, a contingncia e a morte por meio da razo, da filosofia. Cabe ao filsofo, o amante da sabedoria, no temer a morte, mas desej-la, porque a verdadeira filosofia consiste na preparao para a morte.
Ainda, para Sneca, s consegue aceitar a morte iminente quem conseguiu, no decorrer de sua existncia, estudar, refletir e dialogar sobre a morte e o processo de morrer. Essa postura e deliberao frente finitude algo prprio do sbio. Quem consegue se preparar voluntariamente perante as circunstncias da vida e da morte, o fim no amargo, porque "a preparao para a morte tem prioridade sobre a preparao para a vida" (SNECA, 2004, p. 218). Quem consegue aceitar a morte como condio existencial natural est aprendendo a viver. Essa a tese clssica engendrada desde Scrates, reafirmada por Ccero e seguida, inclusive na prtica, por Sneca.
Assim, as razes para viver, a busca da felicidade individual e coletiva das pessoas idosas foram e so construdas e legitimadas, de acordo com o caldo cultural, com a formao que receberam de suas instituies, principalmente pela famlia, escola, igreja, estado, mdia e mercado. Por isso, possvel deduzir e afirmar que a pessoa o que foi, sendo sua vida um resultado de escolhas conscientes e inconscientes, de acordo com o paradigma de cada poca. Logicamente, as mltiplas patologias, principalmente a degenerativas crnicas, por serem adquiridas, como a hipertenso, a depresso etc., podem ser enquadradas nessa tica.
Para isso, organizamos o livro em cinco captulos. No primeiro, aborda-se O sentido soteriolgico da morte em Aristteles; no segundo, sobre O destemor da morte em Epicuro; no terceiro, descreve-se O estoicismo, finitude e brevidade da vida; no quarto, a Morte e finitude na percepo de um grupo de idosos e, no ltimo, destaca-se as Razes da felicidade na percepo de idosos.
Boa leitura!
No mundo grego, os fundamentos do agir humano estavam ancorados no mundo da physis, da natureza. Essa viso de mundo estranha ao mundo atual, mergulhado nos parmetros da tecnocincia e voltados ao mundo das coisas, legitimada pelo Estado, pelo mercado, isto , pela razo reguladora do capitalismo globalizado e pela razo instrumental. A epocalidade histrica ou a ps-modernidade rege-se por estes princpios e estas instituies. Logo, praticamente no h espao para discusses como uma racionalidade ancorada no mundo da physis e sobre a condio existencial da morte.
A tese de fundo que perpassava as discusses dos intelectuais da poca grega, de origem socrtica, consistia no seguinte: aprender a morrer era aprender a viver. Quem se interessava a filosofar sobre a morte, questo restrita mais a rea da tica, era capaz de enfrent-la com mais serenidade, mesmo diante de sua iminncia, como o caso da morte de Scrates. Para quem quisesse alcanar uma vida feliz, a eudaimona, a vida bem-sucedida, era necessrio aprender a encarar a finitude, a contingncia e a morte por meio da razo, da filosofia. Cabe ao filsofo, o amante da sabedoria, no temer a morte, mas desej-la, porque a verdadeira filosofia consiste na preparao para a morte.
Ainda, para Sneca, s consegue aceitar a morte iminente quem conseguiu, no decorrer de sua existncia, estudar, refletir e dialogar sobre a morte e o processo de morrer. Essa postura e deliberao frente finitude algo prprio do sbio. Quem consegue se preparar voluntariamente perante as circunstncias da vida e da morte, o fim no amargo, porque "a preparao para a morte tem prioridade sobre a preparao para a vida" (SNECA, 2004, p. 218). Quem consegue aceitar a morte como condio existencial natural est aprendendo a viver. Essa a tese clssica engendrada desde Scrates, reafirmada por Ccero e seguida, inclusive na prtica, por Sneca.
Assim, as razes para viver, a busca da felicidade individual e coletiva das pessoas idosas foram e so construdas e legitimadas, de acordo com o caldo cultural, com a formao que receberam de suas instituies, principalmente pela famlia, escola, igreja, estado, mdia e mercado. Por isso, possvel deduzir e afirmar que a pessoa o que foi, sendo sua vida um resultado de escolhas conscientes e inconscientes, de acordo com o paradigma de cada poca. Logicamente, as mltiplas patologias, principalmente a degenerativas crnicas, por serem adquiridas, como a hipertenso, a depresso etc., podem ser enquadradas nessa tica.
Para isso, organizamos o livro em cinco captulos. No primeiro, aborda-se O sentido soteriolgico da morte em Aristteles; no segundo, sobre O destemor da morte em Epicuro; no terceiro, descreve-se O estoicismo, finitude e brevidade da vida; no quarto, a Morte e finitude na percepo de um grupo de idosos e, no ltimo, destaca-se as Razes da felicidade na percepo de idosos.
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